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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

A arte de colorir

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Você cresceu cercado de lápis de cor mas nunca conseguiu fazer uma bola redonda ou pintar sem borrar? Então, babe também com o trabalho da artista Karla Mialynne que transformou o simples fato de colorir em obra de arte.

Com desenhos realistas ela consegue impressionar e hoje em dia transformou o dom em fonte de renda. Confira um pouco desse belo trabalho:














Fotos: Karla Mialynne

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Brad Pitt e Angelina Jolie: A história de como o amor pode renascer

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Por Carina Santos

Encontrar a tão sonhada “alma gêmea” pode não ser uma tarefa fácil. Mas, depois de encontrar, muitos acreditam que é ainda mais difícil manter a relação ao longo do tempo. Brad Pitt também sabe disso.

Casado com ninguém menos que Angelina Jolie, Brad chegou muitas vezes a pensar em divórcio. E por quê? A relação se desgastou, o brilho inicial estava se apagando. Meu comentário aqui é que, antes de qualquer rótulo e fama, eles são pessoas. E mais, pessoas que amam.

Relação e pessoas perfeitas não existem de fato. O que ocorre, é que quando se tem uma questão maior e de importância igualmente superior para lutar, agimos verdadeiramente. Brad e Angelina também sabem disso agora.

Houve tempos difíceis entre o casal, até que o ator percebeu que a mudança poderia e, mais, deveria partir dele. Elogios, flores e demonstrações puras de afeto fizeram parte desse novo papel que Brad não interpretou, mas viveu: o de marido apaixonado pela mulher ao seu lado.

Uma sessão de fotos extremamente delicada foi feita. O fotógrafo: Brad. A modelo: Angelina. O ensaio fotográfico revela Angelina nos momentos mais simples de sua intimidade e talvez tenha sido esse o motivo de tamanho sucesso. O resultado disso tudo? O renascimento do amor entre os dois.


Há uma frase dita por Brad que me chamou muito a atenção e cabe perfeitamente aqui: “Eu nem sabia que ela podia amar tão intensamente”.

Bem, agora ele sabe muito bem disso.

Saiba a história completa aqui.
Clique para conferir mais fotos dessa sessão.

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Esse post foi escrito com a colaboração do blog A Guria de Moletom, parceiro do Lupa Cultural.

domingo, 3 de março de 2013

Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago

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Uma das principais e mais elogiadas obras contemporâneas sobre a condição humana (reduzida à busca pela sobrevivência) chegou até mim quando eu ainda estava cursando o 2º ano do Ensino Médio. Ensaio sobre a cegueira (1995), romance de ficção escrito pelo português nobelizado José Saramago, era leitura paradidática obrigatória naquela época, quase às portas do vestibular – e por aí já podemos ter uma vaga ideia sobre como aquela literatura visceral, nua e crua, foi recebida por alunos mais preocupados em decorar fórmulas de Física do que em refletir sobre as questões existenciais da nossa sociedade.

 

Como eu me irritava facilmente com toda aquela educação pragmática do pré-vestibular, que prepara os estudantes não para a vida, mas para a competição desmedida e a memorização de conteúdos insignificantes, mergulhei de cabeça naquele livro do qual eu nem mesmo sabia o que esperar. Apenas me agradava qualquer coisa distante da ideia de ter um professor à minha frente tentando fazer com que briófitas e pteridófitas soassem como um assunto muitíssimo interessante, por meio de piadas bestas e falsa empolgação. No final das contas, ao entrar no universo de Saramago, o que eu encontrei naquelas páginas foi muito mais do que um cano de escape: foi a constatação precoce de que o mundo é um lugar potencialmente horrível; no tempo de um simples piscar de olhos, ele pode ir da rotina alegre ao desespero absoluto. E descobri que há alguma beleza sutil nisso.


Sinopse: Um motorista parado no sinal se descobre subitamente cego. É o primeiro caso de uma "treva branca" que logo se espalha incontrolavelmente. Resguardados em quarentena, os cegos se perceberão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem às trevas. O Ensaio sobre a cegueira é a fantasia de um autor que nos faz lembrar "a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam". José Saramago nos dá, aqui, uma imagem aterradora e comovente de tempos sombrios, à beira de um novo milênio, impondo-se à companhia dos maiores visionários modernos, como Franz Kafka e Elias Canetti.


Quem conhece alguma coisa sobre José Saramago, ou mesmo quem já leu algum de seus livros, sabe que o estilo do autor é um espetáculo fascinante à parte, algo que desafia a paciência e a concentração de qualquer leitor, mesmo os mais experientes. Lançando mão apenas de vírgulas e pontos finais, o texto deste português, visto de longe, é um denso e complexo emaranhado de palavras que vão se conectando meio que forçosamente, tecendo às vezes parágrafos de várias páginas, numa das mais originais construções textuais de toda a história da Literatura. (Coincidentemente ou não, outro escritor que revoluciona o modo de escrever livros é português e "rival" de Saramago, António Lobo Antunes.)

 

Passada a inquietude fundamental com o texto excêntrico de Saramago – algo que, se ocorrer, será apenas para além da metade do livro – o leitor começa a perceber uma história que é absurda e assustadora justamente pelo fato de ser tão banal: num belo dia de sol, aparentemente do nada, todas as pessoas de uma cidade normal começam a ficar cegas, uma após a outra, em rápida sucessão. A princípio, apesar do susto e da incerteza que assola as vítimas, as pessoas agem com civilidade e educação; mas, em questão de horas, o verniz dos bons-modos começa a descascar e a humanidade começa a mostrar sua face mais autêntica e mais próxima da barbárie. Isolados em uma instalação do governo que passa a funcionar como depositório de cegos, todos os que são acometidos pela "doença" ficam em quarentena, vigiados pelas autoridades sob condições estritamente rígidas. Ao cabo de algumas semanas, a situação neste lugar se torna tão insuportável – com agravantes de superlotação, falta de comida e abundância de violência – que em tudo lembra os presídios mais hediondos do Brasil.


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Cartaz norte-americano e brasileiro do filme dirigido por Fernando Meirelles, baseado no livro


Desnecessário dizer que Ensaio sobre a cegueira é um romance metafórico. Quando eu tinha 16 anos e li o livro pela primeira vez, custei a perceber isto, por alguma razão – talvez pelo fato de que eu nunca houvesse lido um romance essencialmente alegórico. No início, acreditava que os personagens da história estavam ficando cegos por algum problema oftalmológico, mesmo, e que o ponto alto da trama seria quando descobrissem o que causara a epidemia. O fato é que compreendi a metáfora da obra quando comecei a olhar ao meu redor e a me dar conta de que, de uma maneira ou de outra, todos nós somos cegos – cegos que, vendo, não veem. Somos cegos que aparentemente enxergamos os outros mas que, quando a situação aperta nosso pescoço, tendemos a olhar apenas para nosso próprio umbigo e nossos pequenos propósitos. Cegos que não enxergam a verdadeira natureza da vida em comunidade e que são reféns dos medos e das exigências dos outros. Uma cegueira branca, como a do livro, diferente da cegueira negra, fisiológica.

 

A grande mensagem que retirei da obra-prima de Saramago foi justamente esta: a de que podemos perder o controle sobre nós mesmos a qualquer hora, podemos perder nossa autonomia, podemos deixar de exercitar nosso senso crítico e nos tornar mais uma ovelha no rebanho em questão de segundos, sem que possamos nos dar conta disso. E que, quando isso acontecer, entraremos todos numa espécie de espiral descendente que nos levará à perdição, e sofreremos ao percebermos nossa própria imbecilidade. Não é um quadro que anima ninguém, mas a Literatura está cheia de exemplos de obras que causam um profundo mal-estar nas pessoas precisamente pelo fato de trazerem perspectivas reais e cruéis.

 

Ensaio sobre a cegueira não é um livro que fará você se sentir melhor, mas certamente trará alguma dose de maturidade, seja ela qual for.

 


 

Esta postagem foi escrita originalmente para o blog Gato Branco em Fuligem de Carvão, parceiro do Lupa Cultural

Visite-nos também: www.artigosefemeros.blogspot.com.br

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Marc Chagall: o Pintor com a Tinta Cor de Sonho

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Lovers in Moonlight
Sonho. É essa a primeira palavra que vem à cabeça quando penso em Marc Chagall. Observar uma tela do pintor é quase ser espião de suas utopias. Penso que é por isso que gosto: por não retratar um vaso de flor, paisagem estática ou natureza morta, mas a ilusão. Tenho a mesma sensação com Gustav Klimt, mas, no caso desse, é uma espécie de sonho debaixo d'água. Acredito que meu primeiro contato com o artista foi em "Um Lugar Chamado Nothing Hill" (1998), de Roger Michell. Nem sequer gostei do filme, talvez por isso na época não tinha dado atenção à citação feita a Chagall na película. Em uma das sequências do filme, Anna Scott (Julia Roberts) percebe um quadro do pintor na parede de seu par romântico na produção, William Thacker (Hugh Grant). 

Anna: Eu não acredito que você tem essa gravura na sua parede! 
William: Você gosta de Chagall? 
Anna: Gosto. É assim que o verdadeiro amor deve ser. Flutuando em um céu azul escuro. 
William: Com um bode tocando violino. 
Anna: Sim - a felicidade não seria felicidade sem um bode tocando violino. 

La Mariée
O quadro em questão se tratava de La Mariée, mas dei de ombros para o diálogo. Chagall só passou a ter importância anos depois, quando conheci meu namorado e ele falou sobre o tal bode tocando violino. Talvez seja essa a essência e o que Anna quis dizer com " como o verdadeiro amor deve ser ". Não se pode gostar de Chagall sem estar apaixonado, porque Chagall era um apaixonado, não só no que diz respeito a Bella Chagall, sua esposa, mas no sentido romântico e saudosista da paixão. O bode, outra vez, faz referência à aldeia onde viveu em São Petesburgo, na Rússia. Lugar onde conheceu e se casou com Bella. O amor entre os dois, na minha opinião, é o que torna Chagall único. É o que faz pensar estar dentro de uma obra de Shakespeare como "Sonhos de uma Noite de Verão", uma espécie de poesia escrita em cores de aquarela, que não comporta esse universo, mas um espaço entre o real e o imaginário: a fantasia.
Imagino que quando o autor falou que “Haverá sempre crianças que amarão a pureza, apesar do inferno criado pelos homens”, era essa a mensagem que gostaria de passar. Uma visão quixotesca de que apesar das mazelas do mundo ainda é permitido sonhar de vez em quando. Nascido em uma família judia, Chagall trouxe para as suas obras os momentos cruciais na vida de um devoto dessa religião. Aliás, indo mais além, momentos chave na vida de qualquer pessoa. Pintou o nascimento, o casamento e a morte. Em todas essas etapas o cenário que dava vida ao sonho era Vitebsk, o vilarejo onde viveu o bielorrusso.

Apesar do sonho, da mágica e dos personagens flutuantes, o trabalho mais desafiador de Chagall foi a séria "A Bíblia". De 1931 a  1939 e de 1952 a 1956, o artista trabalhou em uma série de 105 gravuras que retratavam parte do "livro sagrado". O interessante da série é que, por Chagall ficar no limiar do sobrenatural, os anjos e a presença de Deus parece, digamos, mais próxima da realidade. Já que se está falando de sonho, o impossível, a ideia, conceito e a verdade podem coexistir em tranquilidade.
Adam and Eve Expelled from Paradise

Desafiador, sim, mas não o mais sincero na minha opinião. Dou o meu voto de quadro mais belo de Chagall para "Autour d'Elle”, que ele pintou como uma belíssima despedida a Bella, que faleceu em 1944. A noiva de suas pinturas agora flutuava distante. Céu, talvez. Mas gosto de pensar que Chagall eternizou Bella em um lindo devaneio de cor azul.


Autour d'Elle
Mais Pinturas de Chagall:

Solitude


Birthday

 Calvário

The Lovers

Song of Songs IV

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Chernobyl 26 anos: arte urbana na cidade fantasma

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26 anos após o desastre que atingiu Chernobyl, na Ucrânia, ocorrido depois de uma explosão no reator central da usina nuclear da cidade, que liberou uma grande quantidade de radioatividade, a cidade fantasma não parece estar completamente morta.

O lugar  que, apesar de inabitado devido a alta concentração de radiação,  recebe visitas de turistas. Alex Cheban, fotógrafo ucraniano, esteve na cidade Pripyat — vizinha a usina — e registrou  Chernobyl de um outro ângulo: da arte urbana do Grafite.

Apesar do vazio e do tom assustador que a Chernobyl reserva, nas fotografias de Cheban a cidade parece ganhar vida com os desenhos. 

Quem estiver interessado (como eu) em visitar a zona de exclusão, como também é chamada Pripyat, a agência InterInForm leva até o local do desastre.







Veja mais imagens no livejournal de Cheban





sábado, 14 de abril de 2012

Graphic novel: Três sombras, de Cyril Pedrosa

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Lá estou eu, domingo à noite, sem nenhuma perspectiva de acabar satisfatoriamente o final de semana. Não estou com vontade de sair; não estou com vontade de ouvir música; não estou com vontade de ler sequer.

Então, dando uma olhada sem compromisso na coleção de livros do meu irmão, eis que acabo encontrando um volume que me desperta o interesse. Encontrar alguma coisa que me desperte o interesse no domingo à noite é algo digno de nota.

A obra chama-se Três sombras (Trois ombres, 2007), uma graphic novel roteirizada e desenhada pelo francês Cyril Pedrosa, um cara que inclusive já trabalhou nos estúdios da Disney, em filmes como Hércules e O corcunda de Notre-Dame.

Pra quem não tinha nada para fazer na hora, como eu, esse foi um achado e tanto.



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Sinopse: Joachim e seus pais levam uma vida tranquila em uma pequena casa no campo. A aparição de três sombras no alto de uma colina, no entanto, corrói a harmonia da vida em família e enche os pais de dúvidas. Seriam viajantes? Por que estão rondando a casa? A cada tentativa de aproximação, as figuras misteriosas desaparecem. Logo, eles percebem que as sombras estão ali para buscar Joachim.

Recusando-se a aceitar esse fato, o pai foge com o filho em uma viagem febril e desesperada, sempre com as sinistras sombras em seu encalço. Joachim deixa assim seu mundo idílico pela primeira vez para viajar por terras hostis em um navio precário, onde conhecerá um mundo cercado de adultos trapaceiros e imorais.

Romance de aventura com contornos épicos, Três sombras explora sutilmente questões de ordem filosófica e moral.

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Embora admire muitíssimo o trabalho nas graphic novels, eu não tenho o costume de lê-las. Na verdade, são poucos os álbuns que realmente me chamam a atenção. Admiro mais o aspecto técnico deles: a arte em si, a dedicação do autor em montar quadro por quadro, o fio da narrativa que perpassa todas as linhas do nanquim. Mas encontrar uma graphic novel com uma história que me faça lê-la de cabo a rabo é coisa muito rara.

Com Três sombras foi diferente. Dei uma folheada rápida no volume, vi o desenho cativante, vi algumas cenas que me chamaram a atenção e – finalmente – li a sinopse que me deixou curioso. Cheguei à página final em nada mais que dois dias, antes de devolver o livro pesado à prateleira do meu irmão.

Logo nas primeiras páginas, somos cativados pelos personagens que vão sendo apresentados. Eles se resumem basicamente a Joachim e seus pais, embora depois vá aparecendo uma dezena de personagens secundários, tão interessantes quanto os protagonistas. É o caso da velha Suzette, cuja aparição é rápida, porém precisa; do sinistro Manfred, traficante de escravos, e do estranho velhinho que faz uma oferta bizarra ao pai de Joachim. São esses personagens secundários que fazem todo o diferencial na história.

Quando começamos a lê-la, não demora muito para percebemos que a obra não trata necessariamente de algo tangível, mas de uma metáfora, uma alegoria, cuidadosamente talhada por Pedrosa. A morte no formato das três sombras e outros aspectos do enredo deixam esse viés alegórico muito claro. No mais, de uma maneira geral, o autor segue a linha pós-moderna de arte, na qual o verdadeiro significado das metáforas é construído pelo próprio leitor.

Adorei entrar em contato com essa graphic novel. Portanto, fica a minha dica: uma bela obra de arte. Que pode ser lida em um dia mesmo, no máximo dois. Experimentem.

domingo, 29 de janeiro de 2012

"Mazzimo Silenzio" Nove mil lâmpadas em sincronia no Rio de Janeiro

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O artista plástico italiano, Giancarlo Neri, inaugurou na última sexta-feira, 27 de janeiro, a instalação “Massimo Silenzio” — Máximo Silêncio.  A primeira vez que obra foi exposta foi para o Circo Massimo, em Roma. Na ocasião, a exposição recebeu cerca de 300 mil pessoas em apenas cinco dias. Depois de passar por Madri e Dubai, agora, os globos luminosos e multicoloridos de Neri desembarcaram na Praça Paris, no Bairro da Glória, no Rio de Janeiro, pelo programa de arte pública do Oi Futuro.

Foto: Gabriela Sant' Anna
Com cerca nove mil lâmpadas o italiano transformou a Praça Paris em um jardim mágico em que as flores mudam de cor a cada 12 segundos. De acordo com Neri, os globos em exposição são bem simples, de um material próximo ao kitsch — muito usado pelos chineses. O artista programou a obra para ter uma descontinuidade luminosa, que resulta em pulsações multicoloridas dando um movimento único para a instalação que ficará em exibição até o dia 4 de fevereiro.

Foto: Gabriela Sant' Anna
A intenção do italiano, como declarou ao crítico Achile Oliva, é provocar o mesmo estado de emoção em uma criança de seis anos, mas também, tomando emprestadas suas próprias palavras, na sua  "tia Margherita, que tem mais de 70 e foi professora da escola primária”.


 
— Parece que o autor conseguiu essa façanha. Ontem, quando fui visitar a exposição, a Praça Paris estava cheia de pessoas de todas as idades com as mesmas expressões: Que bonito! É lindo não é? — Ou simplesmente lhes cabia o silêncio — Principalmente o dos casais.


Como sempre, a ideia da obra nasceu de um fato cotidiano. A mulher do artista comprou uma luminária na megaloja Ikea, mas, ao contrário do efeito que pretendia criar com lâmpadas brancas, a luminária alternava tons coloridos.  



Giancarlo Neri

Neri não parece ser um artista de galerias, ou melhor, suas galerias são ao céu aberto. O italiano prefere trabalhar em locais em que as suas obras possam ser vistas pelas pessoas. Seu primeiro trabalho foi realizado em 1981, desde então, ele  sempre optou por instalar suas obras no meio da paisagem urbana. 

Em sua primeira exposição pública, Neri usou os prédios em frente ao seu apartamento aplicando pinturas sobre um painel colocado nas janelas. Após isso, o artista chamou as pessoas para verem a paisagem alterada de seu próprio ponto de vista — a janela de sua casa.



Serviço:
Data: sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 - sábado, 4 de fevereiro de 2012
Horários: das 19h00 às 24h00
Local: Praça Paris - Glória, Rio de Janeiro
Entrada Franca


Máximo Silêncio, de Giancarlo Neri, em Madri!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Arte de Rua, pelo italiano Blu

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Sempre tive certa admiração por arte de rua. Andando pelas ruas mais antigas ou mesmo passando em frente aos prédios esquecidos de Ribeirão Preto, para mim sempre foi um passatempo tentar entender cada desenho grafitado e até mesmo simplesmente observá-los - mesmo jamais questionando quem seriam os autores.
E foi andando pelas ruas de Lisboa, quando tudo me encantava mais do que o esperado, que eu me deparei pela primeira vez com o trabalho do italiano Blu. Um artista cujo verdadeiro nome é mantido no anonimato, mas que tem feito sucesso por vários muros de diversos cantos do mundo com suas alfinetadas em grafite e em stop-motion. Seguindo o conceito de arte de rua, seus trabalhos exalam suas críticas sociais com certa ironia, muita criatividade e, algumas vezes, nenhum pudor.
Foi em 1999 que Blu iniciou sua arte pelo centro histórico de Bolonha, sua provável terra Natal. Seus trabalhos passaram a ser reconhecidos internacionalmente a partir de 2004, quando começou a participar de exposições coletivas e individuais. Seu website é uma espécie de Moleskine, onde guarda arquivados seus trabalhos, datados a partir do ano de 2000.
Como foi dito antes, Blu não ficou conhecido apenas com suas pinturas. Já é famoso na internet com seus trabalhos em stop-motion (técnica em animação) e seu trabalho mais recente nessa categoria é o Big Bang Big Boom. O vídeo retrata a evolução humana, dando vida ao grafite com um final um tanto trágico em 3D:


Produção: ARTSH.it /Trilha Sonora: Andrea Martignoni

Foto: Blu / Madri, Espanha



Foto: Blu / Lisboa, Portugal

Foto: Blu / Pluga, Itália

Para conhecer outros trabalhos do artista, clique aqui.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Lego na decoração

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Pensar em Lego - sim aquelas pecinhas coloridas - lembra logo a infância. Mas o que você pensaria sobre uma parede de Lego em sua casa? Sim, hoje em dia os quadradinhos que se encaixam não são mais utilizados só por crianças, adultos andam construindo mesas, anéis e objetos decorativos incríveis, super fáceis de fazer e ainda rendem diversão para o construtor - afinal, era muito bom passar horas e horas ali brincando com as pecinhas.

Para decoração podem ser utilizadas em qualquer cômodo como divisórias, mesas ou qualquer objeto de decoração que sua imaginação pedir. E ainda podem ser coloridos ou na cor que preferir, sem ter problemas de “não fabricamos nessa cor”, pois quem escolhe é você. Um detalhe curioso, a maioria dos projetos não utiliza cola e nem nada parecido, apenas as peças do brinquedo.

Selecionamos quatro ideias feitas com Lego para você se inspirar:

-> Gostamos muito do projeto da agência Npire, que o site Home DSGN publicou. Eles separam a cozinha com uma divisória toda feita de Lego, para isso trabalharam durante um ano e gastaram 55.000 peças.


-> Em 2011, a estação de St. Pancras, em Londres, teve uma árvore de Natal diferente, toda de Lego. Foram utilizadas 600 mil peças para confeccioná-la, os enfeites também eram de peças do brinquedo. De acordo com a notícia publicada no jornal britânico The Guardian, é a maior árvore de Lego já construída no mundo.



-> O blog Arte Crie mostra algumas ideias de como utilizar as pecinhas na cozinha ou na decoração. Uma delas é a fruteira de Lego, poderia ainda ser da cor da fruta, assim quando mudar refaz e se diverte um pouco.


-> As mesas criadas pela agência Boys and Girls, são super diferentes, apenas um suporte de aço e um vidro por cima, mas a graça fica por conta dos Legos que formam a mesa.



quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Exposição sobre a "Índia" no CCBB RJ divide opiniões

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Desde outubro de 2011, o Centro Cultural do Banco do Brasil - CCBB conta com a exposição "Índia", que faz parte da comemoração dos 22 anos do local. A mostra abrange os três mil anos da cultura indiana, reunindo elementos antigos e  contemporâneos. Para ajudar o visitante a entender melhor a diversidade de etnias, religiões e línguas oficiais país estão expostos objetos como roupas tradicionais, cartazes dos filmes de Hollywood e retratos de figuras religiosas. Com curadoria de Pieter Tjabbes, esta foi maior exposição de 2011, ocupando 18 salas com mais de 300 obras divididas em quatro módulos: Homens, Deuses, Formação da Índia Moderna e Arte Contemporânea.

O acervo conta com peças dos museus de Arte Asiática (Berlim), Rietberg (Zurique) e Volkenkunde (Leiden, na Holanda), além de itens de instituições privadas e de colecionadores particulares indianos. As obras de idade mais remota são as do segmento religioso, a exemplo da escultura em pedra do ano 200 a.C. que representa uma deusa mãe, equivalente às imagens de nossa senhora, para os católicos. No final do percurso, aguarda o público uma ambientação cenográfica, onde é permitido fotografar, constituída de um riquixá, um triciclo motorizado usado como táxi (chamado tuk tuk) e três manequins vestidos com figurinos típicos.

Apesar de ser uma ótima opção cultural, a mostra está dividindo opiniões. Existe o grupo dos que amaram a exposição e querem viajar o mais breve possível para a Índia e os que a acharam que um pouco exagerada. Diego Rocha, Turismólogo, 22 anos, acredita que a exposição ficou ilusória mostrando uma Índia como ela não é,  já Leonardo Messias, 33 anos, se encantou com o que viu “adorei, fiquei encantado, e com mais vontade ainda de conhecer a Índia, pois só de ver já fiquei assim imagine vivenciando tudo?”. Então o melhor a fazer é ir visitar a exposição que fica no CCBB até o dia 29 de janeiro e tirar suas próprias conclusões, conte-nos depois o que achou.

Foto: CCBB

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Arte no guarda-roupa: pinturas que inspiram a moda

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Que Audrey Hepburn é inspiração para as milhares de bonequinhas de luxo do século 21 você já sabe. Da era de ouro dos musicais de Hollywood até as superproduções com tecnologia de terceira dimensão, já passaram pelas ruas mulheres com o cabelo comportado de Greta Garbo, roupas masculinas de Diane Keaton — no filme Annie Hall — e os acessórios delicados da queridinha dos indies, Zooey Deschanel.


O cinema é sem dúvida um ditador das roupas que estarão penduras no cabide. Mas e se os ícones da moda fossem inspirados por uma outra arte? Embora inusitada, não é nova a ideia de trajar obras de artistas plásticos como Renoir, Van Gogh e Monet. Já nos anos 60, o estilista Yves Saint-Laurent juntou os dois ingredientes — arte e moda — em uma mesma receita com a Coleção Mondrian, inspirada no artista holandês homônimo.


Mondrian por Yves Saint-Laurent
Na última edição da Semana de Moda de Nova York, em setembro de 2011, as passarelas também se transformaram em um verdadeiro museu a céu aberto. A grife Rodarte, das irmãs Laura e Kate Mulleavy, apostou na noite estrelada e nos girassóis de Van Gogh para compor a coleção primavera verão 2012 da marca.


Grife Rodarte na última Semana de Moda em NY
O designer de sapatos, Christian Louboutin, também apostou na elegância dos quadros para compor o lookbook outuno-inverno 2011. Com a ajuda do fotógrafo Peter Lippmann, Loubotin recriou pinturas famosas de artistas como François Clouet e Jean-Baptiste-Camille, com uma pequena adição — os sapatos da grife.





Pensando nesta associação entre peças do vestuário e aquarela, selecionamos cinco modelos para você se inspirar:

1. Estilista Emanuel Ungaro e Andy Warhol



   Ungaro, nos anos 90, se inspirou no precursor do Pop Art, Andy Warhol, para compor a estampa deste vestido da Parallèle


2. Jean Paul Gaultier e Lucas Cranach


O quadro Porträt der Herzogin Katharina von Mecklenburg, foi a aposta do estilista Jean Paul Gaultier para este vestido primavera-verão, de 2005. 


3. Tom Wesselmann for Yves Saint-Laurent


Sem dúvida, Saint-Laurent é um apaixonado por artes. Desde a coleção Mondrian, em 1965, o estilista já costurou Picasso, Delacroix e também Wesselmann, que também foi um dos principais nomes do Pop Art nos anos 60.  


4. Henri Matisse e Vivienne Westwood

Os contornos da série Femmes et Singes, de Henri Matisse, estamparam o vestido da coleção "Nostalgia of Mud" de Vivienne Westwood.

5. McQueen e Escher

As peças da coleção 2009 outono-inverno de Alexander McQueen deram espaço para as famosas metamorfoses do holândes M.C. Escher.

 

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