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domingo, 18 de agosto de 2013

Perfil: A criatividade artística de Nelson Cardoso

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O cavaquinho - esculpido em pedra
Foto: Gabriela Castilho / Lupa Cultural
Entre papel cartão e pedra, tudo vira arte nas mãos de Nelson Cardoso. Brasileiro, porém português de coração, o artista plástico e escultor nasceu e cresceu em Ribeirão Preto (SP), e, aos 21 anos, partiu numa viagem para Portugal. O que era para ser apenas um passeio de três meses resultou em uma formação de três anos em escultura pelo AR.CO, Centro de Arte e Comunicação Visual de Lisboa. A partir daí, participou de exposições individuais e coletivas que estão espalhadas em galerias de Portugal, Alemanha e França. Em 1988, representou Portugal no simpósio “Iwate-Machi Stone Sculpture Symposium”, no Japão. O mais curioso é que a sua terra natal pouco conhece de seu trabalho. Alguns dos poucos apreciadores brasileiros que tem são os que vivem na Europa.

 Há três anos, tive a oportunidade de visitar Cardoso em sua casa, em Sintra (Portugal), para um almoço. A impressão que tive foi de uma pessoa simples. Exótico em todo o seu conhecimento de arte, mas humilde e absolutamente gentil. Com seu cabelo cacheado pouco arrumado, ele anda com camisa e calça surradas e chinelos pela sala. O que em primeiro contato pode parecer desleixo, após alguns minutos de conversa se transforma em tranquilidade e despreocupação.

Cada cômodo da casa, que Nelson divide com seus cachorros, é alegre, cheio de cores vindas das próprias obras e receptivo, assim como o artista. A sala e os quartos acomodam bonecos, quadros e máscaras de antigas exposições, enquanto a varanda é rica em esculturas em pedras. Restos de materiais e obras começadas se acumulam onde houver espaço na casa interminável, cheia de portas para explorar e uma varanda extensa, onde acomoda mais de suas esculturas.
Sala de Nelson Cardoso com vários de seus trabalhos
Foto: Gabriela Castilho / Lupa Cultural

Nelson passa noites em claro trabalhando em suas obras e vai para a cama pouco antes do sol nascer. Trabalha quando quer, quando surge inspiração. Então, depois do meio-dia ele se levanta e espera o almoço ficar pronto tomando vinho tinto e fumando cigarro de palha, enquanto Cássia Eller canta seus antigos sucessos no rádio.

Em pedras, Nelson esculpe desde anjos e bailarinas seminus a cavaquinho e vasos de flor. Com cartão e papelão reciclados, ele monta cenas metropolitanas que exprimem sua visão das terras brasileiras. “Se você andar em são Paulo, vai encontrar muita figura deitada na rua e policial fazendo ronda. Por isso gosto de ir para o Brasil, eu tenho mais ideias”, relembra o artista com certa nostalgia. Já os quadros, que exibem um pouco mais de humor e nudismo, são montados com material reciclável e, às vezes, madeira, também usada na elaboração de máscaras.

Como disse no início, tudo em sua mão vira arte. Quando o questiono sobre tanta criatividade, Nelson toma um gole de seu vinho tinto e, sem pressa, explica que “a vida muda e as minhas inspirações mudam também”. Para ele, cada material tem um sentimento diferente e, então, o trata e trabalha de acordo.


Nexus, Sexus e Plexus, da trilogia de Henry Miller
Foto: Gabriela Castilho / Lupa Cultural
Os trabalhos mistos de madeira e cartões reciclados são sobreposições que, assim como as pedras, exigem criatividade: “O reciclado me dá mais liberdade: é tudo peça que eu encontro e vou montando como num quebra-cabeça.” Entre um gole da bebida e uma lenta tragada no cigarro de palha, Nelson compara a criação dos trabalhos com desenho feito à lápis em papel: “A gente vai apagando com a borracha até formar algo de que a gente realmente goste.” 

Conheça mais das obras do brasileiro- lusitano em sua página: Nelson Cardoso.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Brad Pitt e Angelina Jolie: A história de como o amor pode renascer

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Por Carina Santos

Encontrar a tão sonhada “alma gêmea” pode não ser uma tarefa fácil. Mas, depois de encontrar, muitos acreditam que é ainda mais difícil manter a relação ao longo do tempo. Brad Pitt também sabe disso.

Casado com ninguém menos que Angelina Jolie, Brad chegou muitas vezes a pensar em divórcio. E por quê? A relação se desgastou, o brilho inicial estava se apagando. Meu comentário aqui é que, antes de qualquer rótulo e fama, eles são pessoas. E mais, pessoas que amam.

Relação e pessoas perfeitas não existem de fato. O que ocorre, é que quando se tem uma questão maior e de importância igualmente superior para lutar, agimos verdadeiramente. Brad e Angelina também sabem disso agora.

Houve tempos difíceis entre o casal, até que o ator percebeu que a mudança poderia e, mais, deveria partir dele. Elogios, flores e demonstrações puras de afeto fizeram parte desse novo papel que Brad não interpretou, mas viveu: o de marido apaixonado pela mulher ao seu lado.

Uma sessão de fotos extremamente delicada foi feita. O fotógrafo: Brad. A modelo: Angelina. O ensaio fotográfico revela Angelina nos momentos mais simples de sua intimidade e talvez tenha sido esse o motivo de tamanho sucesso. O resultado disso tudo? O renascimento do amor entre os dois.


Há uma frase dita por Brad que me chamou muito a atenção e cabe perfeitamente aqui: “Eu nem sabia que ela podia amar tão intensamente”.

Bem, agora ele sabe muito bem disso.

Saiba a história completa aqui.
Clique para conferir mais fotos dessa sessão.

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Esse post foi escrito com a colaboração do blog A Guria de Moletom, parceiro do Lupa Cultural.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Websérie mostra vida de quem largou o emprego fixo para viver o sonho

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“Essa é a sua vida. Faça o que ama e com frequência. Se não gosta de algo, então mude. Se não está feliz no seu trabalho, deixe-o”. A citação do Holstee Manifesto poderia ser uma espécie de mantra para quem deseja mudanças, mas vive a rotina das poucas horas dormidas, do estresse causado pelos engarrafamentos e metrô lotado, das 8 ou mais horas de um trabalho sem prazer, mas obrigação para no fim do mês garantir e desfrutar do salário.

É verdade que fazer o que se gosta envolve uma série de outros agentes. Seja pela família, seja pelo momento financeiro, não é fácil mandar aquele chefe insuportável às favas e partir para outra atividade que não seja um fardo. Por outro lado, existem pessoas que mergulham de cabeça nos seus sonhos e lutam para fazer do trabalho também um passatempo.

A proposta da websérie Continue Curioso é mostrar um pouco da vida dessa gente que disse “chega” para caminhar contra a corrente. A fotógrafa Marília Pedroso é uma delas.

“Eu saía de casa às 7h e chegava às 21h. Era o tempo de comer alguma coisa e dormir”, diz Marília em seu depoimento no vídeo. A certeza de abandonar estabilidade, do dinheiro todo mês na conta deixou a fotógrafa com medo, o que não a impediu de tentar algo novo. Para ela, trabalhar por conta própria causa uma sensação de liberdade. Hoje, Marília é conhecida pelo blog polarizing e faz o que mais gosta: “capturar sorrisos”.




A websérie também conta com outros depoimentos como da Cíntia Dumiense, atualmente chefe de cozinha da amüse food store. Cíntia trocou os jobs da agência de publicidade pelas especiarias e sabores para comandar uma cozinha. A chefe tomou sua decisão ao pensar no que ela mais gostava de fazer quando criança. A resposta veio imediata: brincar de comida!
 
Cíntia dá a dica: "Pra quer quer mudar é essencial ter uma pessoa que te apoie. Quando você está sozinho tomar essa decisão é muito pior". O projeto ainda tem documentários do casal sem vergonha (Jaque Barbosa e Eme Viegas), do artista plástico Thiago Frias, da estilistas Juss e outros sonhadores.

domingo, 3 de março de 2013

Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago

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Uma das principais e mais elogiadas obras contemporâneas sobre a condição humana (reduzida à busca pela sobrevivência) chegou até mim quando eu ainda estava cursando o 2º ano do Ensino Médio. Ensaio sobre a cegueira (1995), romance de ficção escrito pelo português nobelizado José Saramago, era leitura paradidática obrigatória naquela época, quase às portas do vestibular – e por aí já podemos ter uma vaga ideia sobre como aquela literatura visceral, nua e crua, foi recebida por alunos mais preocupados em decorar fórmulas de Física do que em refletir sobre as questões existenciais da nossa sociedade.

 

Como eu me irritava facilmente com toda aquela educação pragmática do pré-vestibular, que prepara os estudantes não para a vida, mas para a competição desmedida e a memorização de conteúdos insignificantes, mergulhei de cabeça naquele livro do qual eu nem mesmo sabia o que esperar. Apenas me agradava qualquer coisa distante da ideia de ter um professor à minha frente tentando fazer com que briófitas e pteridófitas soassem como um assunto muitíssimo interessante, por meio de piadas bestas e falsa empolgação. No final das contas, ao entrar no universo de Saramago, o que eu encontrei naquelas páginas foi muito mais do que um cano de escape: foi a constatação precoce de que o mundo é um lugar potencialmente horrível; no tempo de um simples piscar de olhos, ele pode ir da rotina alegre ao desespero absoluto. E descobri que há alguma beleza sutil nisso.


Sinopse: Um motorista parado no sinal se descobre subitamente cego. É o primeiro caso de uma "treva branca" que logo se espalha incontrolavelmente. Resguardados em quarentena, os cegos se perceberão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem às trevas. O Ensaio sobre a cegueira é a fantasia de um autor que nos faz lembrar "a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam". José Saramago nos dá, aqui, uma imagem aterradora e comovente de tempos sombrios, à beira de um novo milênio, impondo-se à companhia dos maiores visionários modernos, como Franz Kafka e Elias Canetti.


Quem conhece alguma coisa sobre José Saramago, ou mesmo quem já leu algum de seus livros, sabe que o estilo do autor é um espetáculo fascinante à parte, algo que desafia a paciência e a concentração de qualquer leitor, mesmo os mais experientes. Lançando mão apenas de vírgulas e pontos finais, o texto deste português, visto de longe, é um denso e complexo emaranhado de palavras que vão se conectando meio que forçosamente, tecendo às vezes parágrafos de várias páginas, numa das mais originais construções textuais de toda a história da Literatura. (Coincidentemente ou não, outro escritor que revoluciona o modo de escrever livros é português e "rival" de Saramago, António Lobo Antunes.)

 

Passada a inquietude fundamental com o texto excêntrico de Saramago – algo que, se ocorrer, será apenas para além da metade do livro – o leitor começa a perceber uma história que é absurda e assustadora justamente pelo fato de ser tão banal: num belo dia de sol, aparentemente do nada, todas as pessoas de uma cidade normal começam a ficar cegas, uma após a outra, em rápida sucessão. A princípio, apesar do susto e da incerteza que assola as vítimas, as pessoas agem com civilidade e educação; mas, em questão de horas, o verniz dos bons-modos começa a descascar e a humanidade começa a mostrar sua face mais autêntica e mais próxima da barbárie. Isolados em uma instalação do governo que passa a funcionar como depositório de cegos, todos os que são acometidos pela "doença" ficam em quarentena, vigiados pelas autoridades sob condições estritamente rígidas. Ao cabo de algumas semanas, a situação neste lugar se torna tão insuportável – com agravantes de superlotação, falta de comida e abundância de violência – que em tudo lembra os presídios mais hediondos do Brasil.


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Cartaz norte-americano e brasileiro do filme dirigido por Fernando Meirelles, baseado no livro


Desnecessário dizer que Ensaio sobre a cegueira é um romance metafórico. Quando eu tinha 16 anos e li o livro pela primeira vez, custei a perceber isto, por alguma razão – talvez pelo fato de que eu nunca houvesse lido um romance essencialmente alegórico. No início, acreditava que os personagens da história estavam ficando cegos por algum problema oftalmológico, mesmo, e que o ponto alto da trama seria quando descobrissem o que causara a epidemia. O fato é que compreendi a metáfora da obra quando comecei a olhar ao meu redor e a me dar conta de que, de uma maneira ou de outra, todos nós somos cegos – cegos que, vendo, não veem. Somos cegos que aparentemente enxergamos os outros mas que, quando a situação aperta nosso pescoço, tendemos a olhar apenas para nosso próprio umbigo e nossos pequenos propósitos. Cegos que não enxergam a verdadeira natureza da vida em comunidade e que são reféns dos medos e das exigências dos outros. Uma cegueira branca, como a do livro, diferente da cegueira negra, fisiológica.

 

A grande mensagem que retirei da obra-prima de Saramago foi justamente esta: a de que podemos perder o controle sobre nós mesmos a qualquer hora, podemos perder nossa autonomia, podemos deixar de exercitar nosso senso crítico e nos tornar mais uma ovelha no rebanho em questão de segundos, sem que possamos nos dar conta disso. E que, quando isso acontecer, entraremos todos numa espécie de espiral descendente que nos levará à perdição, e sofreremos ao percebermos nossa própria imbecilidade. Não é um quadro que anima ninguém, mas a Literatura está cheia de exemplos de obras que causam um profundo mal-estar nas pessoas precisamente pelo fato de trazerem perspectivas reais e cruéis.

 

Ensaio sobre a cegueira não é um livro que fará você se sentir melhor, mas certamente trará alguma dose de maturidade, seja ela qual for.

 


 

Esta postagem foi escrita originalmente para o blog Gato Branco em Fuligem de Carvão, parceiro do Lupa Cultural

Visite-nos também: www.artigosefemeros.blogspot.com.br

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A viagem daqueles sonhos

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Aquele frio na barriga ao te ver chegar na rodoviária, me senti uma menina de novo, apesar de seu imenso atraso devido ao trânsito e das inúmeras mensagens trocadas. Sim, o mesmo frio na barriga do nosso primeiro beijo, eu nunca tinha beijado ninguém até aquele trem fantasma. Você chega e quase me beija, diz que se sentiu indo encontrar a namorada como fazia anos atrás. Ao colocar o pé no ônibus já sabia que estava indo para uma viagem totalmente louca, mas que eu sempre quis! Alias, você ainda pode me achar uma namorada, já que não teve mais nenhuma depois de mim mesmo depois de seis anos.

A lua já nasceu e por acaso está linda, você vem chegando mais perto, mas te evito. Horas e horas no engarrafamento, mais de seis horas, você tentava me beijar em cada instante, o pior é que tinha um clima danado pra isso. Quase nos perdemos, porém chegamos. Você toca violão para mim, coisa que nunca fez enquanto estávamos juntos, mesmo pedindo muito. Começa logo com a letra "Devia ter arriscado mais e até errado mais", sim eu sei que a culpa de termos terminado foi minha! Ok, não precisa cantar me olhando com essa cara.

O problema começa na hora de dormir, acabamos dormindo juntos, no mesmo quarto e na cama de casal. Risos do nada "você tá dormindo?" "não" "nem eu", um abraço, um aconchego, um beijo. Acordamos, agora você escreve nosso nome no quiosque da praia, marcou pra sempre ali nossas iniciais! Uma tarde recheada de novidades e a noite meu primeiro porre. Você trouxe vinho, pura maldade sabe que eu gosto e que não sei beber.

Duas taças e já estou trocando as pernas, mas sou a única bêbada certinha do mundo! Você pergunta o que eu tenho, fico muda, você me entope de mel e diz "tomara que você não passe mal, nem bebeu tanto". Vamos para o quarto, eu digo apenas "você não devia estar aqui comigo, devia estar com a sua namorada". Nem bêbada esqueço que tens alguém hoje em dia, não é namorada, mas é a mesma alguém há quase um ano. Eu durmo, você volta e me pergunta "você ainda gosta ao mesmo um pouquinho de mim?", eu estava bêbada mas lembro, uma resposta malcriada "O que você acha?" viro e durmo.

O dia amanhece, tenho café na cama e alguém espirrando horrores. Ainda me sinto meio tonta e você ri de mim "você ouviu cachorros latindo do nada", muitos risos e fingimos esquecer o que falei, assim como de tarde fingi que não vi sem querer a sms que você enviou. Sem querer, sabe como sou curiosa, eu vi seu celular acender de manhã, fui só conferir enquanto tomava banho se tinha visto. Constatei o que eu não queria, ela te ligou inúmeras vezes e mandou mensagens, você respondeu com um "Cheguei bem, aqui é lindo, queria você aqui comigo". Acabou comigo! Chorei quando entrei no banho, coloquei meu orgulho para dentro, se eu falasse o que vi acabaria com tudo, estava umas cinco horas de casa não valia a pena, eu sabia dela quando aceitei vir.

Você ficou com febre, mas mesmo assim foi comigo as dunas, eu sempre quis ir lá e você foi só para me agradar. Para melhorar pegamos uma chuva terrível! Dois pintos molhados em um ônibus de ar condicionado, resultado: mais febre. Te dei remédio e dormiu a tarde toda no sofá, me chamou para deitar com você, nos aninhamos e ficamos ali. Acordamos 22h não dava mais para voltar, o final de semana se estendeu por mais uma noite, dormimos no sofá mesmo. Me acordou de madrugada com beijos, já estava melhor,e depois mais um café na cama.

A difícil missão de conseguir voltar sem ter comprado as passagens. Mas, enfim, um ida para outra cidade e voltamos para capital. No ônibus eu via a estrada passando, você dormindo ao meu lado e sabia que isso ficaria para sempre na memória: violão, a lua na estrada, meu primeiro porre, a lua na praia, o mel, café da manhã na cama, meus dotes de enfermeira, corridas na chuva...

Ao pisarmos na rodoviária você dizia que de tarde iria buscar seu antialérgico, que por acaso é ao lado do seu trabalho... Onde eu sei que ela também trabalha. Eu estava agora rumo ao meu trabalho, de volta a realidade. Não me contenho, falo que vi a mensagem e você apenas responde "Se eu te disser o motivo de ter enviado isso vou ter que falar tudo que inventei para ir com você. Saiba que nunca deixei de te amar e nem nunca vou deixar".





terça-feira, 27 de novembro de 2012

Disco: 'Privateering', de Mark Knopfler

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Depois de mais ou menos três anos de espera, desde o lançamento de Get Lucky (2009), finalmente os brasileiros podem colocar as mãos no mais recente álbum solo do músico britânico Mark Knopfler: Privateering (2012), um disco duplo que totaliza 20 canções embaladas pelo gênero folk blues, tão apreciado por Knopfler. Fã incondicional do ex-líder da extinta banda Dire Straits, eu sempre acompanhei com entusiasmo as produções individuais de Mark – e posso dizer, com segurança, que nunca tive uma decepção real com aquilo que ele já compôs em todos esses longos anos.

Mistura equilibrada de country e folk blues, com uma leve e persistente presença do rock clássico, utilizando-se de instrumentos como sanfona, banjo e violino, Privateering é – assim como o disco anterior, Get Lucky – uma prova consistente e indiscutível da maturidade artística de Knopfler. Maturidade esta que, na verdade, ele sempre pareceu possuir, desde o distante trabalho em Golden Heart (1996), seu primeiro disco solo, em que já estavam presentes o bom ritmo, as letras com qualidade, a "ousadia comportada" característica do músico e a voz com timbre grave e sorumbático.

Mark já lançou sete discos solo até o momento. Com Privateering, ele dá algumas mostras de como anda sua tendência atual: uma simpatia pelo som norte-americano aliada à paixão pelas origens celtas. Essa união singular produz músicas belíssimas, como a balada "Kingdom of Gold" e a nostálgica "Haul Away". A faixa-título, "Privateering", é sem dúvida uma das melhores do álbum, e posso dizer que ela já era a minha preferida mesmo nas versões ao vivo que Mark Knopfler reproduziu nas suas últimas turnês.

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Get Lucky (2009) e Golden Heart (1996): álbuns com a maturidade sempre notável de Mark Knopfler

Ouvintes de Dire Straits podem estranhar o som de um álbum como Get Lucky, por exemplo, ou de Privateering, dada a enorme diferença entre o ritmo pop da antiga banda inglesa e a profundidade mais arqueológica do trabalho solo de seu ex-líder. Ao lado de grandes hits como "Sultans of Swing" e "Money for Nothing", faixas tais como "Redbud Tree" ou "Dream of the Drowned Submariner" podem soar monótonas, enfadonhas ou incompreensíveis. No entanto, bem feitas as contas, já na condição de guitarrista dos Straits, Mark Knopfler plantou sementes que mais tarde, em sua carreira solo, floresceriam. Essas sementes, vejo agora, eram músicas como as saudosas "Why Worry", "Ride Across the River" e "Lions", dentre outras.

Aos fãs de Knopfler, resta então se deleitar com este novo álbum, original, eclético, profundo e agradável aos ouvidos… e esperar pelo próximo trabalho deste músico que, apesar dos passeios que já fez pelos mais diferentes ritmos e solos, nunca decepcionou aqueles que cativou desde os anos 1980.

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Privateering (2012) – Playlist
CD I
  1. Redbud Tree
  2. Haul Away
  3. Don’t Forget Your Hat
  4. Privateering
  5. Miss You Blues
  6. Corned Beef City
  7. Go, Love
  8. Hot or What
  9. Yon Two Crows
  10. Seattle
CD II
  1. Kingdom of Gold
  2. Got to Have Something
  3. Radio City Serenade
  4. I Used to Could
  5. Gator Blood
  6. Bluebird
  7. Dream of the Drowned Submariner
  8. Blood and Water
  9. Today is Okay
  10. After the Beanstalk

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Por trás e nas passarelas

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O Fashion Rio manteve seu glamour nos desfiles e nos camarins. O Lupa Cultural esteve no evento na última quarta feira, 07 de novembro, e viu tudo que acontece antes dos desfiles, assistiu dois desfiles e ainda descobriu como as pessoas que não possuem convites conseguem assistir aos desfiles, inclusive os mais concorridos como o do Alexandre Herchcovitch.

Desfile da Oh, Boy! - Fashion Rio 2013

Nas passarelas pode ser vista a tendência dos animais na moda, seja com os detalhes em Animal Print da TNG ou com desenhos fofos da Oh, Boy!. Já Alexandre Herchcovitch apostou nas cores bem vivas e nos detalhes brilhantes, uma curiosidade aprovada: a volta das jardineiras.



Camarim da TNG - Fashion Rio 2013

O charme das passarelas continua nos bastidores. Enquanto aguardam pelo desfile da TNG os modelos jogam cartas e conversam, na hora de se vestir contam com ajuda até para fechar os botões da camisa, cada modelo possui uma pessoa disponível para ajudar. Nem tudo são flores, correria na hora em que uma unha borra ou tenção na hora em que os produtores mais grosseiros e ásperos dão as instruções para o desfile.




Do lado de fora muitos aguardam para entrar nos desfiles, mas depois que é liberada a entrada alguns ficam. Por curiosidade, o Lupa foi investigar e descobriu como é fácil assistir aos desfiles sem convite. Pelo menos 10 minutos antes do início todos são liberados, mesmo com a sala lotada. O desfile da Oh, Boy! contou com dezenas de pessoas em pé.


Show ao vivo no lounge da Melissa

Dentro ou fora das salas de desfiles o glamour do evento é mantido. Nos lounges, tanto nos privados quanto nos abertos, a tendência eram as taças de champanhe distribuídas para todos. O da Sandália Ipanema se destacou contando a história do tradicional bairro Carioca, Ipanema, e o da Melissa que deu, literalmente, um show no intervalo dos desfiles com música ao vivo.









 

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